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Energia Fotovoltaica: autonomia para a sua casa

Você sabe qual é a diferença entre aquecimento solar e energia solar fotovoltaica? Para tirar as dúvidas de muitas pessoas interessadas em implantar o sistema em casa ou empresa, a Obra Prima foi falar com especialistas no assunto.

As pessoas costumam confundir os dois sistemas de energia solar mais populares: o aquecimento solar e a energia solar fotovoltaica. No aquecimento solar são usados coletores solares. O calor dos raios do sol aquece a água que passa dentro dos coletores, e depois a água fica armazenada em um reservatório térmico. Existem vários tipos de sistemas para essa tecnologia.

Já a energia solar fotovoltaica é a conversão da energia solar em eletricidade. Para tal, utilizam-se módulos fotovoltaicos, placas de última geração, nos quais a radiação solar é absorvida e transformada em energia elétrica.

O sistema fotovoltaico permite que o consumidor tenha em casa ou na empresa sua própria unidade de micro ou minigeração, o que leva a uma redução da dependência e consumo da energia elétrica da distribuidora, substituindo-a por uma fonte de energia limpa, gratuita e inesgotável, um consumo energético sustentável.

Quem mora em apartamento também pode ter seu próprio sistema fotovoltaico. O único empecilho para instalá-lo em prédios era a pequena área na cobertura para abastecer todo o prédio com uma grande quantidade de placas. Recentemente a ANEEL liberou o sistema para que seja instalado em outro local e o crédito da energia gerada seja abatido na conta de energia dos condôminos. Portanto, se o condomínio tiver um terreno disponível, ou até mesmo quiser alugar um terreno, para instalar o sistema, é possível.

Para o arquiteto Silvio Dias, da empresa Inova Energia Solar Fotovoltaica, o mais comum é instalar as placas sobre o telhado, pois, além de reduzir os riscos de sombreamento pela própria construção, ocupam uma área que não seria utilizada para outro fim. “Ao instalá-las sobre o telhado, você tem ainda a vantagem de poder utilizar a instalação elétrica da edificação como interface entre o gerador solar e a rede elétrica pública”, ensina o arquiteto.

Há dois tipos de sistemas fotovoltaicos. O on-grid é o mais viável, pois é ligado diretamente na rede da companhia energética, com a qual mantém parceria de créditos. Já o off-grid é desvinculado da rede da companhia, e armazena a energia em um banco de baterias. Este sistema só é viável financeiramente quando não se tem rede de energia elétrica no local.

Há de se pensar na energia solar fotovoltaica como um investimento, quando se fala em custos. Enquanto R$ 35.000,00 aplicados na poupança rende de R$ 245,00 a R$ 300,00 por mês, os mesmos R$ 35.000,00 aplicados em um sistema fotovoltaico pode render de R$ 400,00 a R$ 500,00 por mês. Tudo vai depender da demanda energética do consumidor. O investimento costuma ser pago em de 4 a 6 anos. “Já existem diversas facilidades para pagamento, como financiamentos em diversas instituições bancárias, e até a opção do consórcio, como já praticamos na BlueSol-Franca”, conta Wilson Torres proprietário da nova franquia de sistema fotovoltaico.

 

 

 

 

Be a bá da instalação

 

O tempo de instalação varia conforme a empresa contratada ara o serviço e o dimensionamento do sistema. No caso de equipamentos importados, descontado o tempo para os produtos chegarem ao Brasil, a instalação leva, em média, até 3 dias úteis para sistemas pequenos. Nos maiores, pode levar até 15 dias úteis.

O sistema deve ser entregue em pleno funcionamento, com todo o projeto técnico homologado na companhia e, após a chegada dos equipamentos, instalado em harmonia com a rede.

O cálculo de dimensionamento é feito da seguinte forma:  na conta de luz encontra-se o histórico de consumo da casa que está discriminado em 13 meses. A média deste histórico é dividida pela média de geração da placa escolhida, e assim é possível saber quantas placas serão necessárias para suprir a demanda de energia. 

Toda a energia gerada durante o dia, que não foi consumida instantaneamente, é direcionada à companhia e se torna crédito. Para que durante a noite o consumidor usufrua da energia da companhia e tenha o abatimento pelo crédito antes gerado.

Em dias nublados ou chuvosos, a eficiência do sistema não será a mesma, pois a radiação solar nesses dias é bem menor. Quando o sistema é dimensionado, os períodos chuvosos já são levados em conta.

“Por ser modular, inicialmente você pode instalar um sistema com capacidade menor e, com o decorrer do tempo, expandi-lo até atender a toda sua demanda energética”, avisa Silvio Dias.

Outra facilidade do sistema é a possibilidade de monitoramento por meio do inversor, um aplicativo para celular, integrado ao Wi-Fi, que permite ver o que o sistema está gerando instantaneamente, o que ele gerou em um mês, ou um ano ou desde que foi instalado, inclusive a economia alcançada. O relógio bidirecional, que a companhia instala no lugar do relógio convencional, também permite o monitoramento, tanto do que foi gerado quanto do que foi consumido.

 

Garantias e manutenção

Nem tudo é maravilha. Se por apagão, manutenção, ou qualquer outro motivo, a rede for desligada, o sistema fotovoltaico, integrado à rede, automaticamente para de funcionar. A ANEEL, agência reguladora da energia elétrica, inclusive a fotovoltaica, exige que automaticamente o sistema pare, por segurança. Pois se a rede for desligada por manutenção, e a unidade micro ou minigeradora, continuar funcionando, esta oferece risco ao trabalhador da companhia. 

Os módulos fotovoltaicos costumam ter longo tempo de garantia e duram, em média de 30 a 40 anos, no mínimo. O rendimento pode cair após os 25 anos, mas o proprietário não precisa trocar o sistema todo, pode ser uma placa de cada vez.

A única manutenção do sistema é lavá-lo a cada 6 meses ou 1 ano, dependendo das condições locais. Há empresas que oferecem este serviço. As placas fotovoltaicas costumam ser muito resistentes a intempéries. Mas deve-se verificar a qualidade do equipamento, atentando para as suas certificações, como INMETRO, por exemplo. “É importante que tenham passado por testes para apurar resistência, como a que fazemos na SolarPrime, com tiros de granizo e até camionete passando em cima das placas”, diz Maria Medezani, dona da empresa recentemente inaugurada na cidade.