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Um bom lugar à sombra

Mais que contemplativas, as trepadeiras podem ser um ótimo recurso no paisagismo, tanto para realçar detalhes e recantos como para esconder estruturas de aparência indesejável.

Versáteis, as trepadeiras revestem cercas, grades, muros e paredes, criam recantos bucólicos em forma de pérgulas e caramanchões, dividem ambientes com treliças, escondem áreas desagradáveis aos olhos, como lixeiras e canos, e alcançam alturas onde nem sequer há terra para plantar. De quebra, algumas ainda dão deliciosos frutos, como a parreira e o maracujá.

As trepadeiras podem ser divididas de acordo com o seu ciclo de vida, em dois grupos. As perenes, de textura semi-lenhosa ou lenhosa vivem muito e crescem devagar. Exigem mais cuidados, compensados com muitas floradas e sombras permanentes. Já as anuais compõem as herbáceas ou semi-herbáceas, de crescimento rápido e vigoroso. São ótimas para cobrir estruturas leves e pequenas, mas não se mantém bonitas por muito tempo e precisam ser replantadas. São as usadas em caramanchões temporários, feitos com fios biodegradáveis, que podem virar adubo quando o inverno ou geada chegar.

“Para saber qual o tipo de planta mais indicado para a estrutura que você deseja criar, é importante saber como as espécies de trepadeiras se comportam e se desenvolvem”, aconselha a paisagista Mônica Costa.

 

Eis a classificação:

Volúveis - O caule se enrola em forma de espiral, em qualquer estrutura - árvores, troncos de árvore e estacas. Podem cobrir muros e paredes, mas precisam de suporte, fio ou arame. Exemplos: Tumbérgia, Madressilva, Glicínias, Mandevilla, Trepadeira Borboleta, Trepadeira Jade (foto), Lágrima de Cristo, Sapatinho de Judia, Bauínia Trepadeira, Flor de Cera, Jalapa do Campo.

Samentosas - Os caules emitem órgãos fixadores ou gavinhas e ganchos, que garantem a fixação da planta na superfície. Ideais para cobrir muros, paredes e tocos de árvore. Exemplos: Hera Inglesa, Unha de Gato, Maracujá, Cipó de São João.

Cipós - São trepadeiras que não possuem órgãos fixadores. Seus ramos, rígidos e de crescimento rápido, logo chegam ao alto. Depois, com o peso, vergam para baixo, formando um arco. Exemplos: Jasmim dos Poetas, Sete Léguas.

Arbustos escandentes - Não são trepadeiras quando plantados de forma isolada. Somente com tutores, como arcos, percolados e treliças. Como não têm órgãos fixadores, precisam ser dirigidos com suportes e atilhos para subirem na estrutura.  Exemplo: Primavera (Bougainville), Brinco de Princesa, Bela Emília, Alamanda Amarela.