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Brutopia

Traduzido por Julia Martins - ArchDaily

Do arquiteto: Um grupo de moradores de Bruxelas se uniram e trabalharam juntos para construir o Brutopia, um projeto de coabitação em grande escala. Seu foco foi definido em durabilidade, prosperidade, ecologia e diversidade social.

 

 

O novo projeto de construção, juntamente com a iniciativa do centro de arte contemporânea Wiels, nasceu a partir de dois volumes, conectados por um grande jardim compartilhado. Brutopia consiste de 29 apartamentos, alguns espaços comerciais e um centro de serviço local. O resultado é uma mistura de habitações com trabalho. Os temas "planeta", "pessoas", "prosperidade" e "participação" estão em toda parte neste complexo inovador.

 

 

Planeta: sustentabilidade

O local foi escolhido pela sua boa conexão com os meios de transporte público. Além disso, um estacionamento de bicicletas em grande escala foi criado e os habitantes criaram um sistema de compartilhamento de carros. Dos 29 apartamentos, 27 são considerados como habitação "passiva" e os outros 2 como a habitação com "muito baixo gasto de energia". Os telhados possuem sistemas de recuperação de águas pluviais painéis solares. Em 2009, o projeto Brutopia ganhou o prêmio de "edifício exemplo", organizado pela prefeitura de Bruxelas. Em 2013, Brutopia ganhou um prêmio de habitação sustentável e acessível.

 

 

Pessoas: diversidade

Jovens adultos e aposentados se reúnem em Brutopia. A diversidade também está presente em termos de idioma, renda e ocupação. Além disso, todo o edifício foi tornado acessível a pessoas com mobilidade reduzida. O projeto realmente cria um ambiente de habitação cheio de locais de reunião para os habitantes, assim como moradores do bairro. Há, entre outros espaços, um jardim comum, uma lavanderia compartilhada e um espaço multifuncional. A conexão com o bairro é reforçada pela presença de espaços comerciais e um centro local de apoio aos idosos.

 

 

Prosperidade

Os habitantes de Brutopia se uniram para implementar eles mesmos a construção do complexo. Esta colaboração fez com que a maioria dos participantes pudessem continuar a viver na capital. Os apartamentos têm diferentes superfícies e valores adaptados, de modo que um grupo diverso de pessoas pudessem participar e morar. Os apartamentos foram entregues vazios e cada morador pôde estabelecer seu apartamento de acordo com as suas capacidades lá.

 

 

Participação

Todo o processo de construção foi conduzido de forma participativa e este conceito ainda é praticado durante a habitação. Os moradores, todos com suas próprias competições específicas, realizaram o papel que normalmente é dedicado a um empreiteiro. Por isso, eles iniciaram uma organização sem fins lucrativos dotada de uma assembleia geral e um conselho de administração. Com o funcionamento democrático e a viabilidade do projeto, diferentes grupos de trabalho foram criados, envolvendo os diferentes temas relacionados com a construção.