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Um espelho de subtilezas Ó beira Douro

ArchDaily - Traduzido por Victor Delaqua

 

Cais Turístico e Fluvial da Folgosa / Saraiva e Associados  Fernando Guerra | FG+SG

Cliente:  IPTM-Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, Delegação do Douro 

Área de Intervenção: 1100 m²

 

Na região demarcada do Douro, universalmente conhecida pelo seu vinho e magníficas paisagens, classificadas pela UNESCO como patrimônio da humanidade, situa-se o Cais Turístico e Fluvial da Folgosa, localizado na Régua, ao longo do Rio Douro.

O projeto consistiu na reformulação e requalificação deste Cais Fluvial, que inclui a regularização e tratamento paisagístico da franja de terreno marginal ao rio, com adição de uma rampa de varadouro e criação de uma zona turística.

A zona turística compreende dois edifícios, um destinado a bar/restaurante, dotado de infraestruturas de apoio ao cais fluvial e outro destinado a quiosque de apoio às zonas de lazer. O edifício do Bar/Restaurante encontra-se construído sobre uma estrutura de perfis metálicos assente em estacaria de concreto armado. O acesso ao edifício efetua-se por um passadiço largo, que desemboca numa área de esplanada pavimentada tipo deck, tirando partido do magnífico cenário do Douro que se oferece a toda a largura do horizonte visual.

Esta esplanada, bem como o edifício, é circundada por um passadiço curvilíneo que efetua a ligação entre o cais fluvial e o cais turístico e que se constitui também como parte integrante de um percurso de regularização pedonal que permite desfrutar desta majestosa paisagem. Junto ao topo Poente daquele passadiço localiza-se um segundo edifício denominado Quiosque de Apoio, cuja funcionalidade poderá ser bastante polivalente: venda de jornais, revistas, ou centro de informação turística.

Procurou-se garantir uma solução arquitetônica contemporânea, mas com a tradicionalidade imanente à utilização dos materiais locais (pedra, madeira, etc.), em que a sua imagem apresenta um claro contraste entre a opacidade do muro do alçado principal, a abertura visual e a transparência para o Rio Douro, assumindo assim o caráter cênico de “esplanada sobre a água” que se quis transmitir.