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Um oásis dentro do shopping - Matheus Rodrigues

Projeto comercial para uma forte rede gastronômica dos estados de São Paulo e Minas Gerais, esta obra do arquiteto Matheus Rodrigues trouxe requinte e movimento para uma ala do Franca Shopping.

Fotos: Renato Lima

 

Quando Matheus Rodrigues foi chamado para desenvolver o novo projeto comercial no Franca Shopping não imaginava o tão prazeroso que seria esse trabalho. Da bem conciliada parceria com os jovens proprietários, um casal de irmãos na faixa dos 20 anos, ao desafio de transformar um espaço abandonado há mais de uma década num dos pontos altos e mais agradáveis do reduto. “Foi preciso começar do zero, mas valeu a pena. Trouxemos movimento a essa ala do shopping”, alegra-se o arquiteto.

Apesar de ser uma franquia bastante forte – trata-se de uma rede de gastronomia e café gourmet com várias lojas espalhadas pelo interior de São Paulo e Capital, e Triângulo Mineiro, muito importante para o Shopping e cidade –, não houve exigência para um modelo padrão. “Tive que buscar alguns detalhes comuns às demais lojas da rede, mas no geral fiquei livre para a criação, tanto dos ambientes quanto da decoração”, conta Matheus.

A escolha das cadeiras, 58 ao todo, em cinco estilos clássicos, foi decidida em parceria com os proprietários. O tom sisudo foi quebrado com a diversidade de cores dos tecidos, em composée de lisos e estampados, todos unidos pelo vermelho do encosto, resultando num visual bastante sofisticado. “O azul estava na linguagem do branding da marca. Então, pude abusar dessa cor, que também trouxe harmonia e serenidade”.

As mesas, dispostas de forma periférica no mall do shopping, foram as únicas a seguir um padrão já estabelecido para as outras franquias: todas com tampo de mármore Crema Marfil.

 

Um anexo externo da loja, antes esquecido, se transformou num ambiente aconchegante, mais intimista para quem busca sossego. “Ali utilizamos piso em deck de madeira compondo com um jardim vertical de samambaias. No fim, um espaço reservado, bem aproveitado, com seis mesas, que interage com o resto da loja. “O espaço é fechado com vidro temperado e optei por cortinas em vez de persianas ou painéis, para um toque mais fino”, explica o profissional.

Na parte operacional, Matheus teve que estudar todos os equipamentos, como chopeira, cafeteira, sanduicheira, máquina de gelo, entre outros, para montar a logística e gerar o bom funcionamento e trânsito dos funcionários, uma vez que o espaço é pequeno. No piso, buscou-se qualidade e resistência com o Porcelanato acetinado 80cm x 80cm.

A iluminação também chama a atenção. “Os proprietários observaram que 90% das lojas do shopping usam luz branca, fria. Eles me pediram uma luz mais quente, amarela, que oferecesse mais conforto aos clientes. Usei spots de LED embutidos com dimer, para controlar a intensidade da luz”, conta o arquiteto. Ele não pôde interferir muito no trabalho de gesso do teto, um triângulo equilátero de 80 metros quadrados que cobre as áreas de produção e varanda.  “O pé direito teve que ser baixo. Foi a solução para a ventilação necessária do ambiente, em função da temperatura dos equipamentos. Mas, assim como com as cadeiras, pudemos brincar com pendentes, um de cada cor e modelo”.

Ao fundo, no balcão, Matheus trabalhou uma parede com revestimento em 3D. Foi aplicado, ainda, um espelho para dar profundidade a este canto, ideal para os desacompanhados. “Potencializamos toda a área da loja com vários pequenos ambientes, acomodando confortavelmente um número maior de pessoas do que caberiam de outra forma”, conclui Matheus.